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SÃO VICENTE

A freguesia de São Vicente, sede de concelho, é a mais importante, populosa e vasta de todas as freguesias do norte da ilha da Madeira.

O centro da vila restaurado há poucos anos, é uma das localidades mais pitorescas da Madeira.

O concelho de São Vicente criou-se em 1744, dele fazem parte, as freguesias da Ponta Delgada, Boaventura e São Vicente.

Um dos símbolos mais representativos de São Vicente é uma pequena capela construída dentro de uma rocha de basalto, situada na foz da ribeira que atravessa a vila.

A freguesia da Ponta Delgada designada pela escritora Agostina Bessa Luis como a «Corte do Norte», pela nobreza e valor cultural da sua população, assemelha-se a uma língua de terra que parece querer desprender-se da ilha e caminhar pelo oceano.

A freguesia de Boaventura, situada em terreno montanhoso num autêntico santuário da natureza é caracterizada por surpreendentes vales, rasgados por vários cursos de água.

Grutas de São Vicente

Canais de lava de vários kilómetros de comprimento, parte dos quais possibilitam uma impressionante viagem ao centro da terra.

Penetrar nas grutas de São Vicente é entrar na máquina do tempo e recuar 400 mil anos. É percorrer os caminhos que os magmas incandescentes vomitados pela fúria dos últimos vulcões da ilha abriram na sua lenta marcha descendente desde o Paúl da Serra.

Este encontro coma natureza mais selvagem e agreste é também a descoberta do mundo maravilhoso de novas formas de vida. Ou de como, mesmo no meio da escuridão dos milénios, se geraram e desenvolveram novas espécies animais. Fenómenos únicos, fundamentais para a compreensão plena da evolução do próprio homem.

Miradouro da Encumeada

Subindo a freguesia da Serra D'Água, que liga a Ribeira Brava a São Vicente, a uma altitude superior a 1000 metros, encontra-se uma fantástica paisagem que engloba o mar do norte e do sul, bem como a crista da cordilheira que longitudinalmente atravessa o interior da Madeira.

Miradouro das Quebradas

Na estrada que liga São Vicente à Ponta Delgada, no sítio das Quebradas, é possível contemplar os recortes da costa norte, desde São Vicente a Porto Moniz.

Casa da Cultura

Onde se encontra belas esculturas, pinturas artesanato, entre outras exposições.

ESTREITO DA CALHETA

Capela dos Reis Magos

Foi fundada na primeira metade do sec. XVI e ainda hoje praticamente intacta.

Conserva um belo tríptico da escola flamenga de Antuérpia, um pequeno tecto de alfarge, e o único exemplar de caldeirinha gótica, em bronze existente em templos insulares.

Calheta

Igreja Matriz

Parece ter principiado a sua construção no final do sec. XV. Sofreu diversas obras nos sec. XVI, XVII e XVIII.

É a única igreja matriz da Madeira, além da Sé Catedral do Funchal, que possui intacta embora repintada e necessitada de restauro, toda a sua antiga cobertura em carpintaria alfarge (capela-mor e nave) digna de maior admiração.

Além de algumas peças de imaginário do sec. XVII, guarda várias alfaias de ourivesaria sacra desde o sec. XVI até ao sec. XIX, destacando-se, entre as demais, a bela cruz procissional do sec. XVI e o rico sacrário em ébano com aplicações de prata lavrada. É tradição indicar-se este sacrário como dávida do rei D. Manuel.

Arco da Calheta

Capela de Nossa Senhora do Loreto

Teria sido construída nos começos do sec. XVI. Além do curioso tecto em alfarge, infelizmente repintado, do portal lateral dedicado à virgem do Loreto, do arco triunfal e pia de água benta, pouco mais resta da primitiva construção.

Festa do Pêro

Festa de caracter rural, que tem lugar na freguesia da Ponta do Pargo, Concelho da Calheta, reúne muitos agricultores de várias regiões vizinhas que transformam a produção do pêro numa festa muito animada e de grande projecção. Mercê da qualidade aromática do famoso pêro desta região, alguns escritores antigos referem que o seu perfume chegava a ser detectado pêlos navios quando ainda em mar alto se dirigiam para a Madeira.

Esta festa realiza-se, normalmente, a meados do mês de Setembro e é acompanhada das habituais barracas, tornando-se num animado arraial.

Ponta do Sol

Igreja Matriz

Iniciada a sua construção no final do sec. XV. Mereceram especial destaque os seguintes elementos: uma bela imagem flamenga de Nª Sª da Luz, do sec. XVI; outra imagem de Nª Sª do Patrocínio, do sec. XVII; alfaias de prata dos sec. XVI, XVII e XVIII; pia baptismal em cerâmica verde da primitiva fase de construção da igreja e do belo tecto alfarge (repintado) que cobre a capela-mor.

Capela do Espírito Santo da Lombada

A actual igreja foi construída no sec. XVII junto ao Solar da Lombada dos Esmeraldos e está ornamentada com belos retábulos barrocos de talha dourada e azulejos históricos da mesma época.

Solar dos Esmeraldos

A antiga casa do rico flamengo João Esmeraldo, grande senhor de canaviais e escravos, construída no final do sec. XV, conservando elementos antigos e modificada através dos tempos, é o mais importante e precioso exemplar de arquitectura civil existente na área rural da Madeira.

Ribeira Brava

Igreja Matriz

Construída no final do sec. XV e começos do sec. XVI, tendo sofrido sucessivas adulterações. São dignos de admiração nesta igreja o púlpito quinhentista, a pia baptismal que parece ter sido dávida do rei D. Manuel, os retábulos barrocos de talha dourada do sec. XVIII, uma boa pintura portuguesa atribuída ao mestre Francisco Henriques, imaginária dos sec. XVII e XVIII e alfaias de prata dos sec. XVI, XVII e XVIII.

Museu Etnográfico da Madeira

Neste museu estão reunidas colecções de objectos etnográficos, testemunhos da cultura e sociedade madeirenses. Estas colecções são apresentadas ao público nas salas de exposição permanente, subordinadas a diferentes temáticas, nomeadamente moinhos de água, debulha, pesca, vitivinicultura, unidades domésticas e tecelagem. Na sala de exposições temporárias serão exibidas diferentes exposições que abordarão variados temas da nossa cultura tradicional.

Núcleo Museológico Colecção João Carlos Abreu

Neste espaço encontra-se exposta a colecção de cavalos pertencente a João Carlos Nunes Abreu, Secretário Regional de Turismo e Cultura.

Constituída na sua maioria por peças decorativas que apresentam em comum a temática equestre, a sua riqueza reside precisamente na diversidade das formas e dos materiais empregues, revelando diferentes modos de interpretar e denunciando as mais diversas proveniências.

Em madeira, metal mais ou menos precioso, tecido, vidro, pedra ou pele, são exemplares que, por motivações tão díspares como a beleza, o valor ou a raridade, conseguiram cativar de modo a ocasionar a sua aquisição e justificar a sua reunião.

São exactamente o cativar e o encantar os objectivos da exposição, porque para além de serem as motivações do próprio acto de coleccionar, possibilitam o real envolvimento que não depende apenas da observação de objectos raros ou preciosos, mas de uma curiosidade estimulada e satisfeita, do confronto de exemplares diferentes que escapam ao comum do nosso quotidiano, que alerta para outras vivências e alargam os horizontes.

Festa de São Pedro

Embora não seja muito conhecida pelas suas actividades piscatórias, o concelho da Ribeira Brava costuma comemorar o são Pedro com grande pompa e circunstância. A vila è ornamentada com flores de papel e outros enfeites característicos. Come-se espetada na praia e passeia-se de barco. Durante toda a noite é possível observar vários barcos engalanados, que trazem passageiros até à Ribeira Brava. Esta festa ocorre nos dias 28 e29 de Junho.

Câmara de Lobos

Capela de Nossa Senhora da Conceição

Da primitiva ermida pouco resta, salvo o campanário, dos sec. XV/XVI e uma pia de água benta de feição quinhentista. A capela actual possui um belo retábulo de talha dourada datado de 1723.

À semelhança da capela do Corpo Santo do Funchal, também esta capela foi edificada pelos pescadores, que aqui montaram a sua confraria de São Pedro Gonçalves Telmo e ainda mantém a capela.

Semana do Concelho de Câmara de Lobos

Realiza-se de 29 de Junho a 8 de Julho. Esta semana, para além de contar com actividades de índole cultural e de lazer, conta com uma grande componente gastronómica. As Casas do Povo das várias freguesias do concelho, bem como a maioria dos restaurantes, têm barraquinhas onde vendem comidas típicas.