Museu Henrique e Francisco Franco
Dedicado aos irmãos Franco de Sousa, um pintor e outro escultor, artistas de nomeada nos Anos 20 deste século, amigos (em Paris) de Modiglianni e Picasso, foi inaugurado em 21 Agosto de 1987. O museu encontra-se montado num edifício típico da época áurea de produção destes artistas em Portugal, nos anos 40, e apresenta as suas melhores peças, produto do espólio dos atelieres do Funchal e de Lisboa.
Museu da História Natural
Desde 1882 até 1908, nas salas do museu do antigo Seminário do Funchal reuniram-
se exemplares e colecções de vários ramos das Ciências da Natureza, recolhidos,
organizados e classificados por esforços do padre Ernesto João Schmitz, sábio ornitólogo
alemão que se estabelecera na Madeira em 1874.
Tendo assumido a Vice-Reitoria do Seminário Diocesano a 27 de Setembro de 1881,
principiou, pouco depois, a organizar um Museu de História Natural, sugestionado pelos
inúmeros exemplares endémicos, novos e raros, descobertos no vasto campo cientifico do
território do arquipélago e pelo interesse manifestado por outros naturalistas estrangeiros
em relação à ilha.
O padre Schmitz cultivou sobretudo a ornitologia, mas também se dedicou a mais
ramos da história natural. Interessando-se vivamente por insectos, moluscos terrestres e
marinhos, toda a flora de superfície oceânica, mereceram-lhe trabalhos especiais os
campos das algas, das variedades conquilógicas, corolárias e ictiológicas.
Ao trabalho de investigação de Schmitz, juntam-se as importantes colecções de
muscíneas e fanerogâmicas organizados pelo naturalista inglês James Johnson, com
algumas espécies não assinaladas noutras partes do globo e com muitos exemplares
recolhidos nas vizinhas ilhas das Canárias.
No domínio dos líquens e dos fungos incluem-se as colecções organizadas pelo Padre
Jaime de Gouveia Barreto, que ao tempo substitui Ernesto Schmitz nas funções de
conservador do Museu do Seminário.
São também de assinalar os contributos do biólogo madeirense Padre Armando
Sardinha nomeadamente na conservação e indexação das colecções existentes e de
inúmeros outros cientistas como Hartung, Gonçalves Costa, Carlos Menezes, Luisier,
Persson, Mitten. Cardot, Potier de la Varde e Navás.
Este espólio, propriedade da Diocese, foi entregue à guarda do Jardim Botânico em
1982, de modo a constituir o núcleo de Museu de História Natural.
Museu de Arte Contemporânea
A Sala de Arte Contemporânea, inaugurada em 28 de Maio de 1984, e constituída por
obras adquiridas ao longo de quase três décadas, quer em exposições colectivas e
individuais, ou directamente aos próprios artistas, tendo mesmo algumas delas sido
doadas. As primeiras obras que entraram para as colecções desta região, foram as da I e II
Exposição de Pintura Contemporânea Portuguesa de 1966 e 1967 realizadas no
Funchal.
Encontram-se entre outras, obras de António Areal, Helena Almeida, Nuno Siqueira,
Manuel Baptista, Jorge Martins.
Para além de uma curiosa experiência Op de Artur Rosa, está na colecção também
representado Joaquim Rodrigo, que é intrincheirada sobre o signo POP.
A colecção é também marcada com obra dos anos 60-70 de irreverentes jovens, que
abandonando as produções escolares, se lançaram em experimentações. Tais são os casos
de Lourdes de Castro e René Bertholo.
Os anos 70-80 estão representados com obras que vão da gravura à pintura, de
artistas de criação mais recente, ou de obras de consagrados: de Bartolomeu Cid dos
Santos, Gil Teixeira Lopes, António Bouca, Ilda Reis, Cargaleiro, José de Guimarães,
Emília Nadal, Jorge Pinheiro, Carlos Calvet, António Palolo, Nuno Sampayo, Fátima
Melo, Cruzeiro Seixas, Henrique Ruivo, Charters dAlmeida, Isabel Laginhas, Catarina
Castelo Branco, Martha Teles, Guilherme Parente, Filipe Rocha da Silva, e mesmo, ao
abrigo da lei do mecenato, um óleo de Maria Helena Vieira da Silva.
A colecção está a construir-se com progressivo peso e permanente actualização, e
pretende afirmar-se como verdadeiro cartaz de divulgação de arte portuguesa
contemporânea aos Madeirenses e aos que nos vêm visitar.