Entre a tradição e a História
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Quando se abre uma garrafa de vinho,
Inicia-se uma viagem
Para a terra onde ele nasceu.
O seu aroma rescende do sol
E da terra que lhe dá vida.
O seu sabor provém de uma cultura
Preservada em cofre de vidro.
Uma garrafa de vinho
É um repositório de história |
Os centenários Madeira são, na opinião de muitos grandes apreciadores e
conhecedores de vinhos do mundo, os mais nobres da família dos vinhos licorosos.
A vinha entrou na Madeira mandada pelo Infante D. Henrique com os
primeiros colonos, logo após a sua descoberta em 1420.
Os vinhos surgem naturalmente, como uma das primeiras fontes de receita e como
moeda de troca às manufacturas e mantimentos de importação.
O comércio dos Vinhos está documentado desde o sec. XV, como provam as
seguintes referências:
- O Testemunho escrito de um distinto Veneziano Cadamosto que em 1455 afirmou
constituírem as vinhas da Madeira o mais belo espectáculo do mundo.
- Na imortal obra "Henrique IV" de Shakespeare, Falstaff foi acusado de vender a sua
alma por um cálice de Madeira e uma perna de galo capão.
- Em 1478 Georges, Duke of Clarence, irmão de Eduardo IV, rei de Inglaterra, sendo
condenado à morte optou por ser afogado num tonel de Madeira Malvasia.
Os primeiros mercadores Ingleses estabeleceram-se na Madeira após o casamento
real de Carlos I com Catarina de Bragança em 1662, e logo se tornaram exportadores de
vinho.
Em 1754 existiam 13 mercadores entre eles Leacock & Cª desde 1714, Cossart
Gordon & Cª desde 1745, a firma Blandy Brothers Lda. surgiu em 1811, seguindo-se
Rutherford & Cª em 1814, Tarquínio Lomelino em 1820 e Luís Gomes da Conceição em
1863.